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FILTRAÇÃO

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Caixa de texto: FILTRAÇÃO

A filtração é o processo físico pelo qual retiramos partículas suspensas (não dissolvidas) no meio aquoso. Existem vários tipos de filtros, em seguida encontra-se a descrição dos vários tipos de filtros em cartuchos:


Filtro de cartucho poroso 

O elemento filtrante é constituído por um cartucho de material cerâmico ou plástico.




Filtro de pano ou fio bobinado

Neste caso o filtro é constituído por fio bobinado enrolado, é normalmente menos usado. Tem a desvantagem de inchar com a sujidade, permitindo a passagem de água e sujidade mesmo quando saturado, e de conter uma substância química para reforçar o fio.





Filtro de cartucho lavável 

A vantagem deste filtro relativamente aos anteriores consiste no menor custo de manutenção, dado que o elemento filtrante pode ser reutilizado.





Filtros com lavagem automática 

Estes filtros encontram-se munidos de uma electroválvula e um programador, segundo a programação pretendida realizam a lavagem automática.






Filtros plissados 

Este filtro para além de ser lavável devido à sua forma plissada apresenta uma maior área de
filtração.






FILTRO DE CARVÃO ACTIVO
Se as partículas presentes na água forem muito pequenas, então não poderão ser retidas pelos filtros, por menor que seja sua porosidade. Neste caso, recorre-se à adsorção, que consiste num filtro de carvão activado, no qual as micro partículas presentes na água aderem.

Através de milhões de anos, os restos de animais e vegetais transformam-se em depósitos de matéria orgânica, na forma de minério, conhecido carvão mineral. Como o carvão tem uma alta superfície de contacto, durante esse processo de envelhecimento ele absorve do solo gases e compostos orgânicos nos seus poros. Este carvão é extraído do subterrâneo e sofre um processo industrial, através de aquecimento e lavagem com gases oxidantes. À medida que os compostos dentro do carvão vão sendo libertados, este vai adquirindo novamente a capacidade de absorver compostos orgânicos e gases dissolvidos na água, permanecendo activado.

As águas municipais estão carregadas de compostos orgânicos que lhe conferem odor e sabor e ainda possuem uma alta quantidade de cloro, normalmente aplicada pela empresa responsável pelo tratamento desta água, com intuito de garantir
a inexistência de microorganismos. O carvão activado é um dos métodos mais eficazes de remoção destes compostos.
Tem por objectivo retirar o cloro e as cloraminas e trihalometanos (subprodutos resultantes da desinfecção com cloro suspeitos de serem carcinogénicos), permitindo igualmente retirar odores e sabores.

A taxa de adsorção é função do peso molecular e do tamanho da molécula dos compostos orgânicos. O carvão geralmente é usado, em combinação com outros processos de tratamento. Periodicamente deve-se trocar o elemento de carvão activo, pois o mesmo fica saturado perdendo sua capacidade de retenção. Nas imagens pode-se observar um exemplo de um filtro de carvão activado em cartucho e uma ampliação da superfície de contacto do carvão activado.














FILTROS DE PROTECÇÃO – COM POLIFOSFATOS

Estes filtros são denominados de filtros de protecção porquê contêm polisfosfatos que evitam a complexação e precipitação do calcário evitando incrustações. Actuam transformando o carbonato de cálcio (responsável por incrustações) em fosfato de cálcio que não forma incrustações. Apenas são eficazes em águas com dureza inferior a 20º F.

A imagem representa um filtro de cartucho com cristais de polisfosfato.







OSMOSE INVERSA

A Osmose Inversa é a escolha ideal, para remover um amplo espectro de contaminantes num único passo de purificação
(nitratos, sulfatos, cálcio, magnésio, potássio, manganês, alumínio, fluoretos, sílica e bicarbonatos). Geralmente, é o método mais económico para remover de 90 a 99% de todos os tipos de contaminantes. As membranas de OI podem rejeitar praticamente todas as partículas, bactérias e compostos orgânicos com peso molecular maior que 200 Dalton, pelo mecanismo exclusão molecular. 
A osmose natural ocorre quando soluções com diferentes concentrações são separadas por uma membrana semipermeável. A pressão osmótica direcciona a água através da membrana para diluir a solução mais concentrada, até se obter um equilíbrio. 



Aplicando uma pressão hidráulica à solução concentrada, capaz de superar a pressão osmótica, a água pura irá deixar a solução concentrada e será colectada depois da membrana, como água permeada purificada. A água é pressurizada através desta membrana, obtendo-se dois fluxos distintos de água. Um fluxo de água tratada que chamamos de permeado, e um fluxo de água salobra que chamamos de concentrado. A osmose inversa é um prétratamento ideal para sistemas de purificação de água (sistemas de polimento) para obtenção de água grau reagente, utilizada em laboratório. As unidades domésticas podem ser alojadas dentro da banca sendo a água tratada de elevada qualidade usada unicamente para cozinhar e beber.













TROCA IÓNICA

No processo de troca iónica, a água flúi, através de resinas com formato esférico (semelhantes a pequenas contas). Os iões presentes na água são trocados por outros iões fixados nas resinas. Este método de tratamento é utilizado em processos de descalcificação, desnitrificação, desferrização e desmineralização. Neste ultimo, as resinas trocam iões hidrogénio por catiões e iões hidróxido por aniões. Os iões de hidrogénio libertados, pela resina catiónica combinam-se com o de hidróxido libertados pela resina aniónica, formando água pura. A imagem à esquerda representa o que se passa numa resina para descalcificação, à medida que a água passa através da resina, o sódio (Na) é trocado por cálcio (Ca) e magnésio.








ESTERILIZAÇÃO

As bactérias e vírus eventualmente presentes na água não podem ser retiradas por nenhum dos processos acima descritos. Para eliminação desses agentes bacterianos potencialmente nocivos, o processo mais usado em grande e pequena escala é a cloração, que consiste na adição de hipoclorito de sódio na água, promovendo assim a oxidação (destruição) de toda e qualquer matéria orgânica existente, viva ou não. São também utilizados processos de desinfecção por ultravioleta e ozono.


DOSEAMENTO

O doseamento consiste em adicionar soluções à água. Este método é utilizado para adicionar água anti-incrustantes, reguladores de pH, desinfectantes, etc. Os equipamentos de doseamento (bombas doseadoras) podem ser hidromecânicos, electrónicos ou electromecânicos. Normalmente são controlados por contadores emissores com emissão de impulsos eléctricos ou por controladores automáticos com sondas de medição do produto a dosear. Na imagem à esquerda pode ver-se um exemplo de uma bomba doseadora.

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