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RISCOS

Caixa de texto: RISCOS DE POLUIÇÃO NAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO AO CONSUMIDOR FINAL

Paragem prolongada no interior das condutas de abastecimento;
Canalizações deficiente, com roturas expostas e possibilidade de penetração de corpos estranhos
Tempestades, chuvas fortes, inundações;
Envelhecimento das condutas (apodrecimento, ferrugem, calcário)


POLUENTES QUE SE PODEM ENCONTRAR NA ÁGUA POTAVEL E OS SEUS RISCOS

CLORO
Lesões no fígado e nos rins, perturbações respiratórias, substância cancerígena.

CLOROFÓRMIO
Lesões no fígado, rins e no coração, substância cancerígena.

CRÓMIO
Lesões no rins, substância cancerígena.

LIDANO
Lesão crónica no fígado, anemia, leucemia.

MERCÚRIO
Lesões nos rins, sistema nervoso gástrico, substância cancerígena.

NITRATOS
Cyanose, cancro no sistema gástrico , hipertensão, infertilidade, perturbações nervosas, substância cancerígena.

CHUMBO
Lesões nos rins, e no sistema nervoso, substância cancerígena.

SULFATOS
Diarreias, agressão da flora intestinal.

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Caixa de texto: Porquê tratar a água?
Agua de um furo ou poço não tratada














INTRODUÇÃO

Embora a água de rede municipal possa, também ser obtida de captações subterrâneas (furos ou poços) existem duas grandes diferenças entre uma água de furo ou poço privada e uma água distribuída por uma rede municipal:

• A qualidade de água da rede pública é analisada periodicamente.
• A água da rede pública é tratada antes de ser distribuída e consumida. Como a qualidade e monitorização da água distribuída por entidades públicas se encontram devidamente legisladas, consumidores desta água podem estar bastante confiantes que esta cumpre os requisitos mínimos de potabilidade. No entanto no que diz respeito a uma água de uma captação subterrânea privada não existe nenhuma legislação que ajude os consumidores a controlarem a qualidade deste tipo de águas. Desta forma terão de ser os próprios responsáveis pelo tratamento, controlo e avaliação da água que consumem. Após a abertura de uma captação privada deve ser efectuada uma análise para avaliação da potabilidade da água. Deve ser efectuada a análise bacteriológica e físico-química num laboratório certificado. A análise consiste num grupo de parâmetros bacteriológicos e físico/químicos que permitem caracterizar a água como potável ou não. Após a primeira avaliação cabe também ao proprietário e consumidor deste tipo de águas monitorizar e garantir a qualidade da água.


CONTROLO A EFECTUAR

São vários os parâmetros a analisar para determinar a potabilidade de uma água. Para obter informações sobre o tipo de análise o proprietário de um poço deve se dirigir a um laboratório privado acreditado ou ao centro de saúde da sua região.
A análise consiste num grupo de parâmetros bacteriológicos e físico-químicos. No exame bacteriológico são pesquisadas bactérias indicativas de possíveis contaminações por bactérias patogénicas causadores de doenças, como por exemplo a pesquisa de Bactérias Coliformes de origem fecal.

No exame físico-químico são analisados vários elementos químicos, que podem ter origem natural ou ser introduzidos pelo homem. Entre os vários elementos é efectuada a pesquisa de:

• Nitratos e nitritos (indicadores de contaminação por fertilizantes tipicamente em zonas
agrícolas).
• pH – águas ácidas reagem com o cobre e ferro deteriorando as tubagens, por exemplo a deterioração de tubagens de cobre é evidenciada pelo aparecimento de manchas de cor azul-esverdeada.
• Da dureza da água – águas duras causam incrustações nas tubagens e secam a pele.
• etc.

Após efectuada a análise da água, os valores obtidos são comparados com os valores recomendados no decreto de lei em vigor, para águas de consumo humano. Desta forma verifica-se se algum dos contaminantes excede o valor mínimo máximo recomendável. Uma vez identificado o problema é possível determinar qual o tratamento aconselhado.

A análise bacteriológica e físico-química deve ser efectuada com periodicidade semestral. 

• Problemas de manchas de cor tijolo indicam a presença de elevados níveis de ferro.
• Problemas de manchas de cor acastanhada ou preta indicam a presença de elevados níveis de manganês.
• Problemas de manchas de cor tijolo indicam a presença de elevados níveis de ferro.
• Problemas de manchas de cor acastanhada ou preta indicam a presença de elevados níveis de manganês.

É importante arquivar todas as análises efectuadas para que seja possível comparar e detectar alterações no abastecimento ou deficiências no tratamento.

PROBLEMAS DE ODOR E MANCHAS

Consumidores de águas de furo ou poço enfrentam por vezes problemas de cheiros e manchas nas suas águas. Alguns do mais característicos problemas são os seguintes:

• Cheiro a ovos podres – indicam normalmente a presença de sulfureto de hidrogénio.
• Cheiro a mofo indica a presença de contaminação bacteriana activa, por exemplo bactérias ferrosas.
• Problemas de manchas de cor tijolo indicam a presença de elevados níveis de ferro.
• Problemas de manchas de cor acastanhada ou preta indicam a presença de
elevados níveis de manganês.

MANUTENÇÃO

Caso se opte pela instalação de um sistema de tratamento é imperativo assegurar que todas as instruções de funcionamento e manutenção do equipamento, sugeridas pelo fornecedor, são devidamente seguidas. Adicionalmente é necessário efectuar o controlo periódico da qualidade da água para assegurar que o equipamento se encontra em perfeito estado de funcionamento. Conforme a periodicidade já sugerida. Não esquecer que todos os sistemas de tratamento requerem quanto mais não seja a manutenção de rotina como por exemplo a mudança dos cartuchos ou membranas de filtração.

A ÁGUA DA REDE PUBLICA

Conforme já foi descrito, qualquer água de uma rede pública deve cumprir os requisitos mínimos de potabilidade, em conformidade com a legislação em vigor. Toda à água distribuída por uma entidade pública é normalmente submetida a tratamento. No entanto, durante e após o processo de tratamento vários químicos são adicionados, de forma garantir que a água chegue em perfeitas condições de potabilidade aos consumidores. Estes químicos, adicionados para assegurar a potabilidade da água, têm no entanto a desvantagem de diminuir a qualidade da água.

Quer se trate de uma captação de origem subterrânea (poços e/ou furos) ou superficial (rios), em geral o tratamento da água consiste em varias etapas de filtração e desinfecção. Durante estas etapas são adicionados vários químicos tais como floculantes (compostos de alumínio), reguladores de pH e desinfectantes.

A maior parte destes químicos aparecem na água em quantidades residuais que não são
consideradas prejudicais para a saúde humana. No entanto, no caso do cloro é necessário introduzir uma quantidade tal, que permita manter uma concentração de cloro até ao ponto de consumo. O cloro reage com a matéria orgânica presente na água formando-se compostos denominados de Trihalometanos (THM), compostos estes, pertencentes ao grupo dos compostos orgânicos voláteis que são considerados cancerígenos. Para além deste problema, o cloro apresenta a desvantagem de alterar o sabor e cheiro da água e causar problemas de alergias em alguns indivíduos.


TRATAMENTO DA ÁGUA

Quando se trata de uma água já tratada os tratamentos aplicáveis denominam-se de tratamentos de polimento, em que a intenção é a remoção de traços residuais de impurezas de água já tratada, melhorando a sua qualidade. Nestes casos aplicam-se sistemas de tratamento compactos montados no ponto de consumo da água, ou seja não se trata toda a água da habitação mas apenas a água utilizada para beber e cozinhar. Estes sistemas podem ser aplicados debaixo ou sobre a banca de cozinha, sendo instalada sobre a banca uma torneira que fornecerá água tratada. Existem também bebedouros com sistema de tratamento (normalmente osmose inversa e ultravioleta) incorporado que possuem também a particularidade de fornecer água normal, refrigerada quente.

Genericamente o tratamento consiste na filtração por cartuchos filtrantes para redução de sedimentos e por carvão activado que permite a remoção dos contaminantes residuais atrás referidos. Para quem desejar obter água praticamente isenta de contaminantes incluindo minerais, um sistema de Osmose Inversa, apesar de mais caro, proporciona-lhe água de melhor qualidade a um preço muito inferior ao da água engarrafada. Chama-se atenção, que embora menos, estes sistemas tal como no caso de águas não tratadas necessitam da devida manutenção para funcionarem em perfeitas condições.

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